Perguntas Mais Frequentes
É um trabalho de intervenção psicológica que tem por objetivo a superação de complicações emocionais e de problemas no desenvolvimento da personalidade de crianças. Trata-se mais especificamente de um trabalho de acompanhamento e orientação psicológica aos pais ou responsáveis, para que os mesmos possam mediar a criança no aprendizado de ser sujeito com segurança de ser. Por isso não se restringe a um trabalho com a criança.
Não. Problema psicológico é um problema na personalidade. A criança está com sua personalidade em desenvolvimento e estruturação. Portanto, não podemos falar ainda que esteja com um problema psicológico. Tem apenas problemas emocionais ou problemas na constituição de sua personalidade que, não sendo resolvidos durante a infância podem, aí sim, desdobrar para problemas psicológicos na vida adulta.
Sim, os problemas psicológicos da vida adulta têm sua gênese na 1a e 2a infância, como resultado de acontecimentos sócio-antropológicos durante esse período. Por isso o trabalho de consultório com psicologia infantil é um tratamento preventivo que tem por objetivo a superação dos problemas no desenvolvimento psicológico da criança, de modo a possibilitar a estruturação adequada de sua personalidade.
De modo algum. São complicações na vida de relações da criança com as outras pessoas, com as coisas e com o corpo. Tais complicações resultam dos mal entendidos, equívocos e impasses no contexto antropológico e sociológico em que a criança está inserida, sobretudo na escola e na família. Isto é, dependem dos acontecimentos com os quais ela tenha sido envolvida, do modo como a criança é tratada e de como os outros estabelecem sua relação com ela. Isso pode gerar na criança turbulências emocionais, tais como: medo, insegurança, falta de limites, agressividade, gagueira, isolamento social, timidez, entre outros.
Vai superar na medida em que a intervenção psicológica de consultório junto aos pais identificar quais são as determinantes do problema, isto é, quais são os acontecimentos e as iniciativas equivocadas que estão provocando as turbulências emocionais da criança. Assim, o trabalho vai promover a modificação do contexto (família, escola, etc.) e do processo de relações dos adultos com a criança para que ela possa superar suas dificuldades.
Quando percebem que o filho está tendo dificuldades emocionais ou mesmo de comportamento com as quais não tem conhecimento ou estrutura emocional para lidar. Por exemplo: a criança chora para dormir sozinha, tem medo de escuro, bate nos colegas da escola, não brinca com outras crianças, não se concentra em suas atividades escolares, fica tensa e se exige muito nos estudos, etc., e os pais não sabem o que fazer a respeito. Ou ainda quando têm conhecimento a respeito de como proceder, mas não conseguem agir de acordo com essa compreensão. Há também situações em que os pais têm preocupações, receios, medos a respeito do desenvolvimento da personalidade da criança, o que os deixa inseguros para conduzir do melhor modo esse processo de desenvolvimento. Para todos esses casos, a procura de um psicólogo é fundamental.
Sim, conforme a necessidade de cada caso. Quanto menor a criança, menos há necessidade de sessões individuais com a mesma. Nesses casos a verificação da situação da criança pode ser feita com os pais ou responsáveis e com a escola. A partir da segunda infância, acima dos 6 anos, podem ser feitas algumas sessões com a criança para verificar problemas específicos, contudo, sem dispensar o trabalho com os pais ou responsáveis em sessões regulares para verificação, orientação e acompanhamento da situação a ser superada.
São sessões em que a situação da criança é verificada através de conversação, e muitas vezes são utilizadas brincadeiras, desenhos e jogos que só tem um caráter lúdico para facilitar a conversação, nunca com um objetivo interpretativo.
A duração do trabalho de acompanhamento e orientação psicológica infantil geralmente é rápida, dura alguns meses, uma vez que consiste em problemas mais localizados e em fase inicial de constituição. Porém, há casos em que a superação do problema da criança demora um pouco mais porque esbarra nas dificuldades emocionais dos pais ou responsáveis, ou na dificuldade de mudança do contexto sócio-antropológico em que ela vive.
Geralmente não. Pois seus problemas emocionais são fácil e rapidamente superados com mudanças no processo de relações dos adultos com ela. Mas há casos, principalmente de crianças na segunda infância, em que sua situação emocional é tal que o apoio medicamentoso (como bengala química) é fundamental para que a criança saia da ansiedade extrema e se recupere mais rapidamente.
Não, o psicólogo não prescreve medicação. Nos casos em que há necessidade de medicação, a criança é encaminhada para seu pediatra ou outro médico com um relatório circunstanciado de sua situação emocional e psicológica para que este proceda sua avaliação e decida a respeito de uma medicação leve para o controle do quadro emocional da criança. O uso desta medicação é temporária, uma vez que logo é retirada quando o problema é superado.
É um trabalho de intervenção na personalidade complicada emocionalmente. Então, trabalha com as afetações ou sofrimento emocional do paciente em sua vida concreta de relações interpessoais para verificar e compreender seu problema, bem como para intervir no mesmo visando sua superação e a reestruturação de sua personalidade.
Porque é a psicoterapia que trabalha com o conhecimento científico a respeito da personalidade humana. Existencialista porque se sustenta na constatação antropológica de que a essência do sujeito (ou sua personalidade) é segunda em relação à existência. Científica porque a metodologia de intervenção é experimental e está em conformidade com as outras disciplinas científicas, tais como a medicina, a química ou a biologia.
Quando tem um sofrimento emocional em sua relação com os outros, com as coisas, com o corpo, com o passado e com o futuro. A pessoa tem emoções que não deseja ter ou não tem emoções que deseja ter, e sofre por isso. Por exemplo: a mãe deseja relacionar-se com o filho com tranquilidade e não consegue – estoura e fica propensa a agredi-lo; o marido deseja amar e ser fiel a sua esposa e não consegue evitar atrair-se por outras mulheres; a pessoa deseja parar de beber ou usar drogas, mas não consegue evitar sua compulsão; o pai de família que deseja amar seus filhos, sua esposa, ter satisfação em estar com eles e não consegue.
Não. Mesmo as complicações psicológicas mais severas não são doença, nem problema mental. Não são problemas sem solução com os quais o paciente tem que se acostumar. São problemas emocionais na vida concreta de relações que através da intervenção psicoterapêutica interdisciplinar são passíveis de compreensão e de superação.
A psicoterapia tem por objetivo levar o paciente à normalidade emocional, tornando possível lidar com suas emoções, ao invés de ficar refém delas. Então, conduz o paciente à condição de sujeito do seu ser, fazendo com que perceba de onde vem sua emoção e possibilitando a ele condição psicofísica de mudar sua relação concreta com aquilo que o afeta, de modo a superar seu problema e reestruturar sua personalidade. Com isso o paciente vai viabilizar-se nos diversos perfis de sua personalidade: filho, irmão, profissional, amigo, marido, pai, etc., com segurança psicofísica, na direção de seu projeto e desejo-de-ser, superando a solidão em que vive (condição sem a qual não ocorre complicação psicológica) e tecendo-se sociologicamente com seus grupos fundamentais.
Não. O paciente tem que ficar com sua situação emocional sob controle para poder tirar proveito da intervenção psicoterapêutica. Para isso, muitas vezes, é necessário o uso de uma medicação para controlar suas emoções que, em muitos casos, o colocam sob risco de vida e em sofrimento intenso, sem conseguir dormir ou alimentar-se. Então, a medicação funciona como uma bengala química usada durante a psicoterapia, enquanto se faz necessária para o beneficio do paciente.
A psicoterapia é realizada em sessões semanais, com a duração de 01 hora. Geralmente é feita apenas com o paciente adulto, mas conforme a necessidade e a especificidade de cada caso, pode envolver a participação de familiares (pai, mãe, marido, esposa, filhos, irmãos, etc.) em sessões conjuntas.
O tempo de duração de um processo psicoterapêutico varia conforme a complexidade do caso e as condições materiais e técnicas para a realização do trabalho. Pode durar meses ou 2 ou 3 anos, de acordo com a singularidade de cada caso.
Não. Nos casos em que há necessidade de medicação, o psicólogo trabalha em termos interdisciplinares com outros profissionais. O psicólogo verifica a situação emocional do paciente e faz um relatório dirigido ao médico com essas informações. É sempre um médico que avalia o paciente e prescreve a ele a medicação necessária para o controle das emoções.
É uma intervenção e/ou orientação psicológica na relação amorosa do casal que está sofrendo emocionalmente devido a equívocos, mal-entendidos, distorções e dificuldades de comunicação que prejudicam ou impedem a mediação-de-ser de um para o outro. Tais complicações geram inseguranças como ciúmes, estados de tensão/ansiedade e solidão que prejudicam a vida amorosa e a vida de relações de ambos para os demais aspectos da vida – na profissão, com amigos, com os filhos, com outros familiares, etc.
A psicoterapia é realizada através de sessões conjuntas e sessões individuais intercaladas, conforme a necessidade de cada caso. Nas sessões individuais é feita a varredura da situação emocional de cada um para identificar o núcleo de seu sofrimento e suas determinantes ou causas. Além disso, aí são tratadas as complicações emocionais que remontam à constituição ou estruturação da personalidade de cada um. Nas sessões conjuntas são feitas as localizações com o casal quanto às iniciativas e atitudes distorcidas e equivocadas por parte de cada um que estão complicando ou inviabilizando a relação amorosa, bem como as orientações para a superação desses impasses.
A psicoterapia com casais objetiva principalmente:
a) Localizar o casal quanto ao projeto e desejo-de-ser de cada um e identificar em que ponto eles se cruzam e se constituem mediação de ser um para o outro.
b) Verificar se o casal tem um projeto e desejo de ser em comum e, se não tiverem, como podem constitui-lo.
c) Conduzir à compreensão sociológica de tecimento de ser em função de um projeto para a relação amorosa que se insira no conjunto da vida de relações do casal com outros grupos.
O tempo de terapia depende do tipo de complicação psicológica do casal. Quando se trata de orientação e acompanhamento psicológico com localizações e instrumentalização do casal, nos casos em que os problemas são resultante de mal-entendidos e equívocos no modo de relação, o tempo estimado é de 6 a 12 meses. Porém, quando os problemas do casal envolvem dinâmicas emocionais próprias da estrutura de personalidade, o processo psicoterapêutico se estende para 12 à 24 meses, em média.